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Estudo descobre nova espécie de planta em São Desidério

publicado: 29/04/2026 09h28, última modificação: 29/04/2026 09h28
Imagem de equipe de pesquisadores da UFOB que descobriu nova espécie de planta em São Desidério, no Oeste da Bahia

Um estudo desenvolvido por pesquisadores da UFOB descobriu uma nova espécie de planta em São Desidério. Thaumatophyllum calcicola, pertencente a família das aráceas, foi encontrada no Parque Municipal da Lagoa Azul, famoso ponto turístico do município do Extremo Oeste da Bahia, e em outras áreas próximas. A espécie parece ser restrita aos afloramentos de calcário da região, sendo a única do gênero a ocorrer nesse tipo de ambiente e apresentar queda das folhas no período seco.  

Os resultados do projeto foram publicados na revista internacional “Phytotaxa”. A espécie mais parecida morfologicamente com a descoberta é T. speciosum, comum no Espírito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro na vegetação da Mata Atlântica. As diferenças entre elas estão relacionadas ao tamanho da folha e do pecíolo, distância das cicatrizes foliares e a distinta coloração da bráctea da inflorescência, além do tipo de ambiente e a deciduidade no período seco.

Nova planta SD

Thaumatophyllum calcicola foi descoberta no Parque Municipal da Lagoa Azul, em São Desidério | Foto: Juliana Rando

Para a coordenadora do estudo, professora Juliana Rando,  do Centro das Ciências Biológicas e da Saúde, a descoberta mostra a importância da pesquisa básica nessa região. “Apesar de sua vasta extensão territorial, o Oeste da Bahia ainda é um região que possui poucos estudos científicos sobre a flora. Por isso, descobertas como essa mostram grande potencial a ser explorado e o quanto se pode ter perdido antes mesmo de ser conhecido devido aos altos índices de desmatamento em São Desidério”. 

Sobre a pesquisa

Coordenada pela professora Juliana Rando, do Centro das Ciências Biológicas, e conduzida por Anderson Pereira, egresso dos cursos de Ciências Biológicas e do Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais (PPGCA), a pesquisa contou com a colaboração de especialistas da família botânica (Araceae), do Jardim Botânico do Rio de Janeiro.