Geral
(Re)Pensando práticas pedagógicas decoloniais e antirracistas no ensino de Língua Portuguesa: em busca de uma formação docente atenta ao nosso tempo
O minicurso de extensão intitulado “(Re)Pensando práticas pedagógicas decoloniais e antirracistas no ensino de Língua Portuguesa: em busca de uma formação docente atenta ao nosso tempo” tem como objetivo fomentar práticas pedagógicas decoloniais e antirracistas voltadas à formação continuada de professores de Língua Portuguesa da Educação Básica, a partir da produção colaborativa de uma cartilha pedagógica. Fundamentado nas discussões sobre colonialidade do poder, racismo estrutural, educação antirracista e decolonialidade, o minicurso busca problematizar as estruturas que historicamente organizam os currículos escolares e as práticas de ensino de Língua Portuguesa, evidenciando os processos de marginalização de epistemologias e autorias negras no espaço escolar.
A atividade extensionista será realizada em quatro encontros remotos, totalizando 20 horas, por meio da plataforma Google Meet, sempre às quartas-feiras, das 19h às 22h. Ao longo dos encontros, serão promovidas exposições dialogadas, leituras orientadas, discussões coletivas e oficinas pedagógicas, articulando teoria e prática na construção de estratégias didáticas comprometidas com uma perspectiva decolonial e antirracista.
O minicurso ancora-se teoricamente nas contribuições de Quijano (2005), Almeida (2019), Freire (1974), Hall (2003), Fanon (2008), Gomes (2012) e Soares (2023), compreendendo o ensino como prática política e o currículo como espaço de disputa epistemológica. Nesse horizonte, busca-se não apenas discutir a inserção de autorias negras no ensino de Língua Portuguesa, mas também problematizar as condições de leitura, circulação e legitimação desses saberes no contexto escolar.
Como produto final, será elaborada coletivamente uma cartilha pedagógica contendo reflexões teóricas, problematizações sobre práticas naturalizadas no ensino de Língua Portuguesa e propostas de abordagens pedagógicas decoloniais e antirracistas. O material produzido será sistematizado ao longo dos encontros e socializado com os participantes, visando contribuir para a construção de práticas docentes críticas e comprometidas com o enfrentamento do racismo estrutural na educação.
Programação
O minicurso será dividido em quatro encontros formativos, organizados da seguinte maneira:
No primeiro encontro serão discutidos os conceitos de colonialidade do poder (Quijano, 2005), racismo estrutural (Almeida, 2019) e educação como prática política (Freire, 1974), buscando refletir sobre os atravessamentos dessas estruturas no contexto escolar e nas práticas de ensino de Língua Portuguesa. Além das discussões teóricas, os participantes irão compartilhar experiências docentes e identificar práticas escolares marcadas pela colonialidade e pelo racismo estrutural. Nesse encontro será iniciada a construção da cartilha, com a elaboração coletiva da introdução do material, contemplando os fundamentos teóricos, objetivos e justificativas da proposta.
No segundo encontro serão realizadas discussões acerca do currículo e do livro didático como espaços de poder, mobilizando a noção de representação proposta por Hall (2003) para problematizar a presença e a ausência de autorias negras no ensino de Língua Portuguesa. Serão analisadas práticas pedagógicas e materiais didáticos utilizados pelos participantes, refletindo sobre os silenciamentos e processos de marginalização presentes no currículo escolar. Como atividade de sistematização, os participantes irão construir uma seção da cartilha intitulada “Problematizando o ensino de Língua Portuguesa”, reunindo reflexões críticas e apontamentos sobre os limites do ensino tradicional.
No terceiro encontro serão discutidas as contribuições da educação antirracista para a reconfiguração das práticas pedagógicas, a partir das reflexões de Gomes (2012) e Soares (2023), bem como possibilidades de construção de práticas decoloniais no ensino de Língua Portuguesa. Os participantes irão elaborar coletivamente estratégias pedagógicas e possibilidades de intervenção didática comprometidas com a valorização de epistemologias negras e com o enfrentamento do racismo estrutural na escola. Nesse momento será produzida a seção da cartilha intitulada “Caminhos para uma prática pedagógica decolonial”, contendo orientações didáticas, sugestões metodológicas e possibilidades de trabalho com autorias negras.
No quarto e último encontro ocorrerá a sistematização das discussões e práticas desenvolvidas ao longo do minicurso, com a organização e revisão coletiva da cartilha pedagógica. Os participantes irão discutir as possibilidades de aplicabilidade do material em seus contextos escolares, bem como refletir sobre os desafios e potencialidades de uma prática docente decolonial e antirracista. Ao final, será realizada a finalização da cartilha, incluindo revisão textual, elaboração das considerações finais e definição de orientações para utilização do material pedagógico nos espaços escolares.
Públicos alvo
Interno
Licenciandos, Licenciados em Letras e professores de Língua Portuguesa
Externo
Licenciandos, Licenciados em Letras e professores de Língua Portuguesa
