Bacharelado em Medicina

Campus Reitor Edgar Santos

 

IDENTIFICAÇÃO

Turno: Integral

Data de Início de Funcionamento: 08/09/2014

Carga horária: 7.480 horas

Periodicidade: 12 semestres

Integralização mínima: 6 anos

Integralização máxima: 9 anos

Vagas Autorizadas: 80

Centro vinculado: Centro das Ciências Biológicas e da Saúde

E-mail do Centro: ccbs@ufob.edu.br

 

DOCUMENTOS

Fluxograma

Projeto Pedagógico do Curso

 

CARACTERIZAÇÃO ACADÊMICO-PROFISSIONAL DO EGRESSO

Considerando o conceito de competência das novas DCN para o Curso de Medicina (CNE, 2014), Competência é definida como: capacidade de mobilizar conhecimentos, habilidades e atitudes, com utilização dos recursos disponíveis, exprimindo-se em iniciativas e ações que traduzem desempenhos capazes de solucionar, com pertinência, oportunidade e sucesso, os desafios que se apresentam à prática profissional, em diferentes contextos do trabalho em saúde, traduzindo a excelência da prática médica, prioritariamente nos cenários do SUS. 

As Diretrizes Curriculares também apontam a necessidade de garantir formação nas áreas da Atenção Básica, da Gestão em Saúde e da Educação em Saúde.

A formação em Medicina caracteriza-se pela promoção da formação acadêmico-profissional requerido para o exercício profissional na atenção à saúde, para a tomada de decisões, a comunicação, a liderança, a administração e gerenciamento e a educação permanente. Sendo assim, as competências do egresso se baseiam nas respectivas vertentes de atenção:

  1. Atenção à saúde: O egresso do curso de Medicina na UFOB, no seu âmbito profissional, estará apto a desenvolver ações de prevenção, promoção, proteção e reabilitação da saúde, tanto em nível individual quanto coletivo. Cada profissional assegurará que sua prática seja realizada de forma integrada e contínua com as demais instâncias do sistema de saúde, sendo capaz de pensar criticamente, de analisar os problemas da sociedade e de procurar soluções para os mesmos. Os profissionais realizarão seus serviços buscando os mais altos padrões de qualidade nos princípios da ética/bioética, reconhecendo que a responsabilidade da atenção à saúde não se encerra com o ato técnico, mas sim, com a resolução do problema de saúde, tanto em nível individual como coletivo;

  2. Tomada de decisões: a formação do médico na UFOB está fundamentada na capacidade de tomar decisões, com eficácia e custo-efetividade, da força de trabalho, de medicamentos, de equipamentos, de procedimentos e de práticas. Para este fim, os estudantes do curso participam de processos formativos para adquirirem competências e habilidades para avaliar, sistematizar e decidir as condutas mais adequadas, baseadas em evidências científicas e recursos tecnológicos disponíveis;

  3. Comunicação: O profissional médico da UFOB será acessível e manterá a confidencialidade das informações a ele confiadas, na interação com outros profissionais de saúde e o público em geral. A comunicação orientada envolve a verbal, não-verbal e habilidades de escrita e leitura; o domínio de, pelo menos, uma língua estrangeira e de tecnologias de comunicação e informação, bem como a recomendação institucional para a aprendizagem da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS);

  4. Liderança: No trabalho em equipe multiprofissional, o profissional médico formado na UFOB estará apto a assumir posições de liderança, sempre tendo em vista o bem-estar da comunidade. O estudante do curso aprende que a liderança envolve compromisso, responsabilidade, empatia, habilidade para tomada de decisões, comunicação e gerenciamento de forma efetiva e eficaz;

  5. Administração e gerenciamento: O médico formado na UFOB estará apto a tomar iniciativas, fazer o gerenciamento e administração tanto da força de trabalho quanto dos recursos físicos e materiais e de informação, da mesma forma que poderá agir como empreendedor, gestor, empregador ou desempenhar liderança na equipe de saúde;

  6. Educação permanente: Os estudantes do curso de Medicina da UFOB serão capazes de aprender continuamente, tanto na sua formação, quanto em sua prática médica. Desta forma, o estudante é orientado a aprender a aprender e a ter responsabilidade e o compromisso com a sua educação e o treinamento/estágios das futuras gerações de profissionais, identificando as condições formativas mais adequadas para que haja benefício mútuo entre os futuros profissionais e os profissionais dos serviços, inclusive, estimulando e desenvolvendo a mobilidade acadêmico/profissional, a formação e a cooperação por meio de redes nacionais e internacionais.

 

O curso de Medicina da UFOB assume o compromisso de trabalhar na formação acadêmico-profissional de seus estudantes o estabelecido nas Diretrizes Curriculares Nacionais para o curso de Medicina quanto às competências e habilidades específicas requeridas à formação médica:

  1.  Promover estilos de vida saudáveis, conciliando as necessidades tanto dos seus clientes/pacientes quanto às de sua comunidade, atuando como agente de transformação social;

  2. Atuar nos diferentes níveis de atendimento à saúde, com ênfase nos atendimentos primário e secundário;

  3. Comunicar-se adequadamente com os colegas de trabalho, os pacientes e seus familiares;

  4. Informar e educar seus pacientes, familiares e comunidade em relação à promoção da saúde, prevenção, tratamento e reabilitação das doenças, usando técnicas apropriadas de comunicação;

  5. Realizar com proficiência a anamnese e a consequente construção da história clínica, bem como dominar a arte e a técnica do exame físico;

  6. Dominar os conhecimentos científicos básicos da natureza biopsicossocial ambiental subjacentes à prática médica e ter raciocínio crítico na interpretação dos dados, na identificação da natureza dos problemas da prática médica e na sua resolução;

  7. Diagnosticar e tratar corretamente as principais doenças do ser humano em todas as fases do ciclo biológico, tendo como critérios a prevalência e o potencial mórbido das doenças, bem como a eficácia da ação médica;

  8. Reconhecer suas limitações e encaminhar, adequadamente, pacientes portadores de problemas que fujam ao alcance da sua formação geral;

  9. Otimizar o uso dos recursos propedêuticos, valorizando o método clínico em todos seus aspectos;

  10. Exercer a medicina utilizando procedimentos diagnósticos e terapêuticos com base em evidências científicas; 

  11. Utilizar adequadamente recursos semiológicos e terapêuticos, validados cientificamente, contemporâneos, hierarquizados para atenção integral à saúde, no primeiro, segundo e terceiro níveis de atenção; 

  12. Reconhecer a saúde como direito e atuar de forma a garantir a integralidade da assistência entendida como conjunto articulado e contínuo de ações e serviços preventivos e curativos, individuais e coletivos, exigidos para cada caso em todos os níveis de complexidade do sistema; 

  13. Atuar na proteção e na promoção da saúde e na prevenção de doenças, bem como no tratamento e reabilitação dos problemas de saúde e acompanhamento do processo de morte; 

  14. Realizar procedimentos clínicos e cirúrgicos indispensáveis para o atendimento ambulatorial e para o atendimento inicial das urgências e emergências em todas as fases do ciclo biológico;

  15. Conhecer os princípios da metodologia científica, possibilitando-lhe a leitura crítica de artigos técnico-científicos e a participação na produção de conhecimentos;

  16. Lidar criticamente com a dinâmica do mercado de trabalho e com as políticas de saúde;

  17. Atuar no sistema hierarquizado de saúde, obedecendo aos princípios técnicos e éticos de referência e contrarreferência;

  18. Cuidar da própria saúde física e mental e buscar seu bem-estar como cidadão e como médico;

  19. Considerar a relação custo-benefício nas decisões médicas, levando em conta as reais necessidades da população;

  20. Ter visão do papel social do médico e disposição para atuar em atividades de política e de planejamento em saúde;

  21. Atuar em equipe multiprofissional;

  22. Manter-se atualizado com a legislação pertinente à saúde.

 

Sendo assim, o egresso do curso de Medicina da UFOB terá capacidade para:

a) Compreender/conhecer a realidade

  • Compreender o homem em suas dimensões: filosófica; política; psicológica; biológica; social e cultural, e em suas fases evolutivas do ciclo de vida, inseridas no contexto familiar e sociocultural; 

  • Estabelecer relações com o contexto político, econômico, cultural e ambiental no qual se inserem as práticas de saúde, atuando como agente crítico e transformador da realidade; 

  • Reconhecer a saúde como direito a condições dignas de vida;

  • Buscar conhecer os perfis epidemiológicos das populações e as necessidades individuais e coletivas de atendimento à saúde, considerando especificidades locais, regionais e nacionais; 

  • Reconhecer e respeitar a diversidade de aspectos sociais, culturais e físicos de indivíduos e da comunidade, combatendo quaisquer formas de discriminação étnica, social, sexual e religiosa, valorizando a vida em uma lógica de inclusão social; 

  • Desenvolver curiosidade científica e interesse permanente pela aprendizagem, com iniciativa para buscar e integrar novos saberes ao longo de toda a vida;

  • Desenvolver raciocínio sistêmico e visão holística para a compreensão da saúde, reconhecendo os limites dos próprios conhecimentos e experiências;

  • Analisar e interpretar criticamente os avanços e evidências científicos e sua aplicação na promoção do bem-estar individual e coletivo, reconhecendo os limites da própria ciência;

b)  Atuar em prol da transformação da realidade

  • Reconhecer a si mesmo como corresponsável pela melhoria da sociedade, tanto em sua atuação profissional quanto em seu comportamento como cidadão;

  • Promover estilos de vida saudáveis, considerando as necessidades da comunidade e atuando como agente de transformação social; 

  • Estabelecer relações pautadas em atitudes éticas e humanas que favoreçam a interação em grupo e a tomada de decisões competente e responsável, facilitando o enfrentamento criativo e o gerenciamento de situações novas ou inesperadas;

  • Planejar, implementar e avaliar, de forma participativa, ações de promoção à saúde, com vistas ao empoderamento da comunidade; 

  • Desenvolver a capacidade de identificar, planejar e resolver problemas de forma ética e responsável;

  • Desenvolver espírito crítico-reflexivo e consciência da inter-relação entre teorias, métodos e técnicas. 

c)  Realizar práticas interdisciplinares

  • Comprometer-se com o diálogo e com a ação interdisciplinar em saúde, integrando conhecimentos e reconhecendo-se como agente desse processo; 

  • Assegurar que sua prática seja realizada de forma integrada e articulada com os demais profissionais e as demais instâncias do sistema de saúde; 

  • Participar do trabalho em equipe, com responsabilidade e respeito à diversidade de ideias, valores e culturas;

  • Reconhecer o valor dos saberes populares e a complementaridade entre os diversos saberes profissionais e científicos;

  • Promover a Educação em Saúde em todos os espaços de atuação profissional, junto a indivíduos, famílias, comunidade e sociedade em geral.

d) Desenvolver conduta ética e moral

  • Realizar serviços dentro dos mais altos padrões de qualidade e dos princípios da Bioética; 

  • Ser acessível e receptivo na interação com indivíduos e comunidade, mantendo a confidencialidade e o sigilo das informações que lhe são confiadas, de acordo com os preceitos da Ética Médica e da Deontologia; 

  • Desenvolver o autoconhecimento, a empatia, a sensibilidade humana, o senso de responsabilidade, solidariedade e justiça para atuar com disponibilidade e flexibilidade, respeitando os princípios ético-legais e valores humanos; 

  • Desenvolver ações, visando o uso apropriado, a eficácia e o custo-efetividade dos recursos disponíveis, mediante avaliação acerca da conduta mais apropriada, adequando as evidências científicas às necessidades específicas de cada pessoa;

  • Reconhecer e respeitar os valores pessoais, familiares, culturais e religiosos do paciente.

e) Trabalhar em equipe multiprofissional

  • Respeitar os profissionais das demais categorias, seus saberes, competências e contribuições à saúde de indivíduos e comunidades; 

  • Atuar de forma cooperativa para o crescimento da equipe e o bem-estar coletivo;

  • Desenvolver a escuta ativa e valorizar a diversidade de pontos de vista e a multiplicidade de perspectivas profissionais.

f) Desenvolver habilidades de comunicação

  • Utilizar adequadamente a tecnologia da informação e da comunicação (verbal, não verbal e habilidades de escrita e leitura) em sua área de atuação; 

  • Dominar, pelo menos instrumentalmente, o idioma Inglês em sua área de atuação; 

  • Desenvolver, participar e aplicar pesquisas e/ou ações extensionistas ou outras formas de produção de conhecimento para aprimorar a atuação prática, respeitando os princípios da Bioética e as normas éticas em pesquisa.

  • Ter capacidade de comunicação e expressão com pessoas e grupos de distintas inserções sociais e culturais; 

g) Agir com autonomia e auto-organização

  • Adotar uma atitude proativa de investir em educação permanente, criando espaços para desenvolvimento de seus projetos pessoais, "aprendendo a aprender", desenvolvendo o gosto pela leitura e a participação em atividades de enriquecimento cultural;

  • Desenvolver a capacidade de formular e gerir projetos, aprendendo com acertos e erros;

  • Compreender sua formação humana, técnica e profissional como sua responsabilidade pessoal direta, na forma de um processo contínuo, autônomo e permanente;

  • Analisar situações, conjunturas, relações políticas, campos de força e redes institucionais de maneira sistêmica;

  • Compreender sua posição e função no sistema produtivo e de saúde, identificando, avaliando e fazendo valer seus recursos, limites e necessidades, além de seus direitos e deveres como trabalhador; 

  • Saber construir e estimular organizações e sistemas de ação coletiva de tipo democrático; 

  • Saber gerir e superar os conflitos, construindo soluções negociadas para além das diferenças culturais; 

  • Identificar a necessidade de participação nos processos de organização do trabalho e de acesso e domínio das informações relativas às reestruturações produtivas e organizacionais em curso;

  • Ter a capacidade de auto planejamento e auto-organização, adotando métodos próprios de estudo e trabalho e gerenciando de modo eficiente seu tempo e espaço de trabalho.

h) Demonstrar competência na gestão em Saúde Coletiva, analisando as condições de saúde de populações e atuando na proteção e na promoção da saúde e na administração dos serviços de saúde 

  • Reconhecer a saúde como direito fundamental do ser humano e atuar de forma a garantir a integralidade da assistência, aqui entendida como conjunto articulado e contínuo de ações e serviços preventivos e curativos, individuais e coletivos, exigidos para cada caso em todos os níveis de atenção;

  • Acessar e utilizar dados e/ou informações acerca do contexto cultural, socioeconômico, ecológico e das relações, movimentos e valores de populações, em seu território, articulando multi fatores relacionados ao adoecimento e à vulnerabilidade de grupos;

  • Realizar análise de situação de saúde e priorizar problemas segundo sua magnitude, existência de recursos para o seu enfrentamento e importância técnica, cultural e política do contexto;

  • Desenvolver e avaliar Projetos de Intervenção Coletiva orientados para os problemas priorizados, garantindo-se a inclusão da perspectiva de outros profissionais e representantes de segmentos sociais envolvidos, considerando metas, prazos, responsabilidades, orçamento e factibilidade;

  • Analisar a organização do trabalho em saúde, utilizando diversas fontes de informação (relatórios de produção, ouvidoria, auditorias e processos de acreditação e certificação), e considerando as diretrizes do SUS;

  • Realizar trabalho colaborativo em equipes de saúde, respeitando normas institucionais e agindo com compromisso ético-profissional;

  • Participar na elaboração e implementação de planos de intervenção para o enfrentamento dos problemas priorizados, visando a melhorar a organização do processo de trabalho e da atenção à saúde, favorecendo a eficiência e a efetividade do trabalho em saúde;

  • Participar dos espaços formais de reflexão coletiva sobre o processo de trabalho em saúde e sobre os planos de intervenção;

  • Participar dos colegiados de gestão e de controle social;

  • Exercer a defesa dos direitos dos pacientes, estimulando o paciente a refletir sobre seus problemas e a promover o autocuidado, e promover estilos de vida saudáveis, atuando como agente de transformação social;

  • Gerenciar o cuidado em saúde, promovendo a integralidade da atenção à saúde e favorecendo a articulação de ações e serviços;

  • Monitorar e avaliar a execução dos planos de intervenção, identificando conquistas e dificuldades, e utilizar os resultados da avaliação para promover ajustes e novas ações, mantendo os planos permanentemente atualizados e o trabalho em saúde em constante aprimoramento;

i) Demonstrar competência na atenção às necessidades individuais de saúde, atuando na prevenção, tratamento e reabilitação das doenças e no acompanhamento do processo de morte

  • Realizar, com proficiência, a anamnese e a construção da história clínica, orientado pelas necessidades do paciente, valorizando as preocupações, expectativas, crenças e os valores relacionados aos problemas trazidos pelo paciente e responsáveis, favorecendo a construção de vínculos;

  • Identificar os motivos e/ou queixas e considere o contexto de vida e os elementos biológicos, psicológicos, socioeconômicos e culturais relacionados ao processo saúde-doença, utilizando o raciocínio clínico-epidemiológico;

  • Investigar sintomas e sinais, repercussões da situação, hábitos, fatores de risco, condições correlatas e antecedentes pessoais e familiares, registrando os dados relevantes da anamnese no prontuário de forma clara e legível;

  • Dominar a arte e a técnica do exame físico (inspeção, apalpação, ausculta e percussão) ou exames diagnósticos, que devem ser realizados sempre com cuidado máximo com a segurança, privacidade e conforto do paciente;

  • Esclarecer o paciente ou o responsável por ele(a), sobre os sinais verificados, registrando as informações no prontuário, de modo legível;

  • Formular hipóteses diagnósticas e prognósticas, relacionando os dados da história e exames clínicos, considerando os contextos pessoal, familiar, do trabalho, epidemiológico e outros;

  • Utilizar recursos semiológicos e terapêuticos com base nas melhores evidências científicas, avaliando a possibilidade de acesso do paciente aos testes necessários, otimizando o uso dos recursos em benefício do paciente, valorizando o método clínico em todos seus aspectos;

  • Interpretar os resultados dos exames realizados considerando as hipóteses diagnósticas, a condição clínica e o contexto do paciente;

  • Elaborar e implementar Planos Terapêuticos Singulares, contemplando as dimensões de promoção, prevenção, tratamento e reabilitação, registrando o acompanhamento e a avaliação do plano no prontuário, buscando torná-lo um instrumento orientador do cuidado integral do paciente;

  • Identificar situações de emergência, atuando autônoma e competentemente de modo a preservar a saúde e a integridade física e mental das pessoas sob cuidado, nas situações de emergência mais prevalentes;

  • Acompanhar e avaliar a efetividade das intervenções realizadas considerando-se sempre a avaliação do paciente ou responsável em relação aos resultados obtidos, analisando dificuldades e valorizando conquistas;

  • Revisar o diagnóstico e o plano terapêutico, sempre que necessário e promover o envolvimento da equipe de saúde na análise das estratégias de cuidado e resultados obtidos;

  • Atuar nos diferentes níveis de atenção à saúde com ênfase nos atendimentos primário e secundário.

j) Comprometer-se com a educação permanente, teórica e prática

  • Exercer a medicina utilizando procedimentos diagnósticos e terapêuticos com base em evidências científicas atualizadas;

  • Conhecer os princípios da metodologia científica, possibilitando-lhe a leitura crítica de artigos técnico-científicos e a participação na produção de conhecimentos;

  • Dominar os conhecimentos científicos básicos da natureza biopsicossocial-ambiental subjacentes à prática médica e ter raciocínio crítico na interpretação dos dados, na identificação da natureza dos problemas da prática médica e na sua resolução;

  • Estimular a curiosidade e desenvolver a capacidade de aprender com todos os envolvidos, em todos os momentos do trabalho em saúde;

  • Desenvolver postura aberta à transformação do conhecimento e da própria prática;

  • Estimular a construção coletiva de conhecimento em todas as oportunidades do processo de trabalho, favorecendo espaços formais de educação permanente e participando da formação de futuros profissionais;

  • Utilizar os desafios do trabalho para estimular e aplicar o raciocínio científico, formulando perguntas e hipóteses e buscando dados e informações;

  • Analisar criticamente as fontes, métodos e resultados, no sentido de avaliar evidências e práticas no cuidado, na gestão do trabalho e na educação de profissionais de saúde, pacientes, famílias e responsáveis;

  • Identificar necessidade de produção de novos conhecimentos em saúde, a partir do diálogo entre a própria prática, a produção científica e o desenvolvimento tecnológico disponíveis;

  • Favorecer o desenvolvimento científico e tecnológico voltado para a atenção das necessidades de saúde individuais e coletivas, por meio da disseminação das melhores práticas e do apoio à realização de pesquisas de interesse da sociedade;

  • Manter-se atualizado com a legislação pertinente à saúde, respeitando-a;

  • Lidar criticamente com a dinâmica do mercado de trabalho e com as políticas de saúde e cuidar da própria saúde física e mental e buscar seu bem-estar como cidadão e como médico.

  •  Conduzir-se de acordo com preceitos éticos e morais

  • Estabelecer uma relação profissional, humanizada e ética com pacientes, familiares e/ou responsáveis; 

  • Realizar procedimentos médicos de forma tecnicamente adequada, considerando riscos e benefícios para o paciente;

  • Considerar a relação custo-benefício de procedimentos médicos e provimento de explicações aos pacientes e familiares, tendo em vista as escolhas possíveis;

  • Reconhecer suas limitações e encaminhar, adequadamente, pacientes portadores de problemas que fujam ao alcance da sua formação geral;

  • Atuar no sistema hierarquizado de saúde, obedecendo aos princípios técnicos e éticos de referência e contrarreferência;

  • Formular e receber críticas de modo respeitoso, valorizando o esforço de cada um e favorecendo a construção de um ambiente solidário de trabalho; 

  • Estimular o compromisso de todos com a transformação das práticas e da cultura organizacional, no sentido da defesa da cidadania e do direito à saúde;

  • Incorporar elevado padrão de conduta e desenvolver a autonomia moral para lidar com os dilemas éticos da prática médica.

 k) Interagir com escuta ativa e empatia

  • Informar e educar pacientes, familiares e comunidade em relação à promoção da saúde, prevenção, tratamento e reabilitação das doenças;

  • Comunicar-se adequadamente com colegas médicos e de outras profissões, exercendo o respeito às diferenças de opiniões e campos de formação;

  • Atuar em equipe multiprofissional de forma cooperativa e dialógica, valorizando a complementaridade entre os distintos saberes;

  • Relacionar-se com usuários de serviços e familiares, exercendo escuta ativa e empatia, respeitando a individualidade de cada um e seus valores, crenças, características físicas, estado emocional e condição social, assim como os saberes populares e culturas de cada comunidade; 

  • Escolher estratégias interativas para a construção e socialização de conhecimentos, segundo as necessidades de aprendizagem identificadas, considerando idade, escolaridade e inserção sociocultural das pessoas;

  • Compartilhar conhecimentos com pacientes, responsáveis, familiares, grupos e outros profissionais, levando em conta o interesse de cada segmento, no sentido de construir novos significados para o cuidado à saúde;

  • Promover o diálogo sobre as necessidades referidas pelo paciente ou responsável e as necessidades percebidas pelos profissionais de saúde, utilizando linguagem compreensível ao paciente;

  • Comunicar-se efetivamente com o paciente nos contextos clínicos (inclusive na documentação dos atos médicos), da família do paciente e da comunidade;

  • Informar e esclarecer paciente, familiares e responsáveis quanto às hipóteses estabelecidas e a investigação diagnóstica, de forma ética e humanizada, considerando dúvidas e questionamentos;

  • Explicar e orientar sobre os encaminhamentos ou a alta, verificando a compreensão do paciente ou responsável, e disponibilizar prescrições e orientações legíveis;

  • Desenvolver sensibilidade, equilíbrio emocional e resiliência para lidar com o sofrimento, a dor, a doença e a morte.