Universo da música indígena será apresentado no Centro de Convivência, em Barreiras

A música é um dos elementos mais ricos da cultura e arte indígenas e uma porta de entrada privilegiada a um universo tão diversificado ainda desconhecido. O tema será apresentado nesta segunda (11), às 19h30, no Centro de Convivência da UFOB, no encerramento da programação 22ª edição do Sonora Brasil.

Com o tema  “A Música dos Povos Originários do Brasil”, a apresentação dos grupos Byjyyty Osop Aky do Povo Karitiana e Wagôh Pakob do Povo Paiter Surui mostrará um pouco da diversidade das manifestações sonoras indígenas, presentes em ritos e festejos. A entrada é gratuita.

Este será o segundo espetáculo do projeto a se apresentar na UFOB, em Barreiras. Em agosto, os grupos Dzubucuá Do Povo Kariri-Xocó e Memória Fulni-Ô Do Povo Fulni-Ô mostraram um pouco de sua cultura para a comunidade local.

 

GRUPO BYJYYTY OSOP AKY DO POVO KARITIANA

A música tradicional do povo Karitiana, de Porto Velho, Rondônia, é fortemente relacionada ao sagrado. Os anciãos são enfáticos nas orientações sobre a execução dos cânticos de proteção e de aplicação de remédios pelo pajé, que, por exemplo, devem ser cantados sempre da mesma forma e sem os instrumentos de sopro. A sua festa mais tradicional é o ritual da chicha, bebida feita exclusivamente pelas mulheres, a partir de milho ou mandioca fermentada. A chicha serve para a limpeza do organismo e, após intenso consumo da bebida, os homens utilizam uma tora de madeira chamada jepyryn pressionada na boca do estômago para provocar o vômito. Na festa da chicha, as mulheres tocam o pilão, os homens dançam e tocam o jewy, espécie de clarinete feito de taquaruçu e o marará.

 

GRUPO WAGÔH PAKOB DO POVO PAITER SURUI

Constituído por uma população de aproximadamente 1500 pessoas, pertencentes às linhagens clânicas Gãmeb (marimbondo preto), Gãpgir (marimbondo amarelo), Makor (taboca) e Kaban (fruta azeda mirindiba), o povo Paiter Surui vive em Rondônia, na terra indígena Sete de Setembro, dividindo-se em 27 aldeias localizadas pelas “linhas” onde estão situadas. Os Paiter Surui são conhecidos como um povo cantor que também gosta muito de contar histórias. Além das canções tradicionais relacionadas aos rituais, que relatam narrativas míticas e relembram momentos da história dos Paiter ou que retratam tarefas do cotidiano, os Paiter têm canções atribuídas à criação individual e cantadas somente por seus criadores. Os Paiter utilizam michãngab (maracas de tornozelo) e o wãab (flautas), instrumento de sopro.

 

O projeto

Considerado o maior projeto de circulação musical do país, o Sonora Brasil já alcançou 750 mil pessoas. Desde sua criação foram realizados 6.098 concertos com 85 grupos, percorrendo 150 cidades. Nesta edição, o circuito reunirá 63 artistas dos dois temas, que farão 350 apresentações em 97 cidades

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